Há anos vem sendo veiculadas informações em que a espécie humana é pintada como a maior poluidora do planeta. Apesar da verdade da afirmação, não há parâmetros que alguém possa utilizar, uma vez que as primeiras catástrofes ambientais ocorreram em épocas remotíssimas, com grandes geleiras se desfazendo, o clima se tornando insuportável, chuvas de meteoros e tudo o que a imaginação e investigação científica possa atestar ou simplesmente cogitar. Foi assim que os dinossauros desapareceram da Terra, afirmam.
No presente momento, temos outros dinossauros, desta vez na pele de grandes empresas petrolíferas que extraem da costa brasileira os tesouros fósseis com que farão um upgrade em suas economias de origem. Lemos todos os dias sobre vazamentos em estações perfuradoras marinhas, e a terrível consequência desses fatos.
Animais aparecem mortos, a natureza parece revoltada contra os seres humanos e assistimos a tudo impotentes e abismados. Governos se mobilizam para minimizar os impactos da degradação ambiental, mas há leis muito mais poderosas que regem o mundo. Ações isoladas de grupos e pessoas despontam em todos os lugares, com resultados práticos ou não, mas com a convicção de que algo pode ser feito.
A decisão do Ministério Público fluminense de punir as empresas petrolíferas causadoras de desastres é uma boa iniciativa, mas não basta. No Brasil há uma predisposição a contornar as leis ou moldá-las em favor de alguns interesses. Seria um sonho se todos, independentemente de qualquer nacionalidade, poder econômico ou credo fizesse a sua parte, a começar pelo nosso quinta pois, conforme se tem divulgado de maneira tão lúdica, a Terra é nossa casa.

